Granada – 1° Dia

Cheguei em Granada, almocei e dei uma voltinha pelos arredores do hotel. Como estava muito quente, voltei para o quarto do hotel para pensar nas opções do que tinha para fazer. Lembrei de um post da Fragata Surprise sobre um walking tour e fui atrás das informações para fazê-lo. Tem um horário muito bom às 19h. A agência Play Granada fica numa ruelinha do lado de uma das praças principais e perto do meu hotel. Só tem guias novos, bonitos e descolados. Ele fazem passeios de segway e bicicleta elétrica, mas tem uns poucos horários de passeios a pé. Eu acho melhor para tirar fotos e também foi bem mais barato que as outras opções.

 

Alhambra

Alhambra vista da cidade

Algumas ruas são cobertas, pode não parecer, mas esta sombrinha ajuda muito. No verão faz 40°C fácil. Neste dia, fui saí do hotel pelas 17h30 para procurar a agência do tour e estava 42°C.

 

 

Enquanto aguardava o início do tour, resolvi fazer a pé este trecho que só seria feito a pé novamente no escuro. Então fui garantir as minhas fotos diurnas. Esta rua é um charme, mas meio tensa porque é super estreita e passam motos, carros e até micro-ônibus!!!

 

 

 

Imagina você aqui e passa um micro-ônibus!

 

 

Olha a Alhambra logo ali!
Para começar o tour, pegamos um destes micro-ônibus e subimos o morro para chegar ao coração do bairro Albaicín (ou Albayzín). Coloquei o link para a wikipedia que explica um pouco a história deste bairro. Resumindo ele é um mistura de igrejas, mesquitas, algumas casas com estrela de Davi e do lado do bairro cigano. Tudo muito pacificamente. Achei lindo! Claro, que todas as atuais igrejas são antigas mesquitas, tive aquela mesma impressão lá de Córdoba, da igreja católica passando por cima de tudo, mas esta época parece ter passado. Outra coisa que chama a atenção são os azulejos pintados, até as placas imitam os azulejos. Confira nas fotos abaixo um pouco destes detalhes.

 

Azulejos pintados nas paredes

 

Mirante de San Nicolas

 

Generalife – parte da Alhambra

 

Parte central da Alhambra com Palácios Nasridas e Palácio Carlos V

 

Alcazaba da Alhambra

 

Aljibe – reservatórios de água espalhados pelo bairro

 

Minarete da Mesquita Maior

 

Porta com estrela de Davi

 

Até a placa do bar no melhor estilo

 

Olhem os detalhes da fachada deste prédio

 

Muitas granadas espalhas pelo chão, postes e paredes

Mais um ângulo para avistar Alhambra antes de passar para o Sacromonte.

O horário das 19h é ótimo no verão porque não é tão quente e tem esta luz maravilhosa.

 

Do Albaicín fomos para o Sacromonte, o morro do lado. Como éramos poucas, a guia, duas colombianas e eu, decidimos apressar o passo para poder ver um pouco mais do Sacromonte e poder vér várias cuevas. As cuevas são buracos no próprio morro que fazem parte da casa das pessoas. A guia explicou que normalmente os quartos que são as peças mais privadas e mais para o fundo da casa que ficam nestas partes que também são mais fresquinhas. Na frente, eles constroem uma sala e cozinha. Foi o que percebemos andando pelo bairro. A população do bairro é composta por ciganos e na parte mais alta tem uma parte invadida e tomada por “artistas”, tipo uma comunidade meio hippie.
Inclusive passamos por uma situação meio chata, a guia estava comentando destas invasões e que eles não pagavam impostos, só que um senhor cigano que estava na frente de uma casa-cueva começou a xingar a guia dizendo que ele pagava impostos que a gente não devia acreditar nela e foi uma discussão. Veio uma mulher de dentro da casa e começou a xingar também, tentamos explicar, mas como eles não nos ouviam, saímos andando rapidamente. Gritaram tanto que eu estava temendo pela guia que era baixinha e magrinha!
Sacromonte e as casas-cuevas

 

Cueva habitada e cueva abandonada

 

Antiga cueva e estátua do Chorrohumo um líder cigano

 

A cueva de flamenco mais famosa, até a Michele Obama já foi.

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