Munique

Terra da Oktoberfest, dona de uma charmosa Marienplatz e ótimos museus, Munique é um destino “obrigatório”, quando se pensa em Alemanha. Esta viagem iria confirmar muitas de nossas expectativas e mostrar que a Alemanha pode, sim, ser gemütlich, hum, acolhedora.Vindos de Colônia, chegamos em Munique à noite e rumamos, cansados, direto para o hotel. Descobrir a cidade era tarefa que ficaria para o(s) dia(s) seguinte(s)…

Marienplatz vista do alto da Peterskirche.


Com cerca de 1,3 milhões de habitantes, Munique é a terceira maior cidade da Alemanha. Suas origens remontam a uma abadia que teria sido construída no local por monges beneditinos. Daí, derivaria o seu nome: em alemão, a palavra München guarda semelhanças com Mönch, monge. A cidade também herdou dos monges o seu brasão:

Fonte: Wikipedia.

Oficialmente fundada em 14 de junho de 1158, data em que a cidade foi mencionada pela primeira vez em um documento, só em 1504 Munique ganhou o status de capital da Baviera.

Visualizar Roteiro em Munique em um mapa maior

Segue o relato da viagem, realizada em maio de 2006.

1° Dia

Para os apaixonados por ciência e tecnologia, o Deutsches Museum figura na lista dos top ten melhores museus do gênero no mundo. Então, não é nenhuma surpresa que nós, dois engenheiros, decidíssemos começar a explorar a cidade por lá.

Deutches Museum

Assim, depois de tomarmos o café-da-manhã na Hauptbahnhof (a estação de trem), rumamos para o Deutsches. Com uma coleção de mais de 100.000 (cem mil!) itens, apenas um quarto deles está em exposição em seus quatro endereços: o museu principal na Museuminsel de Munique, o museu de transportes na Theresienhöhe, o museu de aviação em um hangar em Schleißheim, ao norte da cidade, e o Deutsches Museum em Bonn.

Deutches Museum

Abrangendo todas as áreas da ciência e contando a história do desenvolvimento da tecnologia desde os tempos das cavernas, o Deutsches Museum é (e foi!) programa para um dia inteiro.

Deutches Museum

Exaustos, deixamos o museu, quase em seu encerramento, e fomos para a Marienplatz, afinal precisávamos, urgentemente, de uma “primeira” impressão da cidade… =)

Neues Rasthaus

Ao emergirmos do metrô, uma surpresa nos aguardava na praça: os turistas já estavam se acotovelando para ver a “dancinha” do Glockenspiel da Neues Rathaus. Para os interessados, os bonecos apresentam-se todos os dias às 11h e ao meio-dia e, entre maio e outubro, também às 17h. Como vocês viram, tivemos muita sorte em chegar na hora exata para conferir o show! =)

Dancinha do Glockenspiel.

Os arredores da Marienplatz também abrigam um misto de mercado e feira livre, o Viktualienmarkt. Lá, você vai encontrar barraquinhas, vendendo muitas variedades de batatas, embutidos, queijos e outras delícias.

Viktualienmarkt

A pausa para o merecido descanso foi em um café da própria Marienplatz, onde comemos Wurst (salsicha) com Sauerkraut (chucrute) e bebemos Weissbier, claro. Mais alemão, impossível… =)

Depois de mais um passeio pelos entornos da Marienplatz, voltamos exaustos para o hotel.

2° Dia

Após mais um café-da-manhã na estação, tomamos um trem para Füssen. Para o nosso segundo dia, havíamos programado uma dupla de peso: Neuschwanstein e Hohenschwangau, dois castelos a sudoeste de Munique. Aguardem Mais dicas no próximo capítulo, digo, post… =)

Marienplatz

Quando chegamos em Munique, depois de nossa aventura em Füssen, anoitecia. Antes de deixarmos a onipresente Hauptbahnhof, compramos uma Wurst no pão e tomamos o rumo do hotel.

Parênteses: em Munique, fomos “iniciados” no fast food essencialmente germânico. Conforme eu comentei em um post sobre Viena, existem váaarias formas de Wurst (salsicha). É um ótimo modo de se familiarizar com os hábitos locais e, de quebra, economizar algum $ para outras experiências gastronômicas… =)

3° Dia

Mais um café na estação de trem. Eu já comentei como foi útil nos hospedarmos nas proximidades da Hauptbahnhof? Enfim, depois do café, seguimos para a Odeonplatz.

Altes Rathaus

Pausa para comentar um período mais funesto da história da cidade: o seu papel durante o regime nazista. Munique foi, desde o início, um centro de apoio ao partido.

Em 1923, a Odeonplatz foi palco de uma tentativa nazista de derrubar pela força a República de Weimar. Neste levante, conhecido como Putsch da cervejaria, morreram 16 simpatizantes nazistas e 4 policiais. Em consequência do Pustch (revolta, em alemão), Hitler foi condenado à prisão. E é enquanto esteve preso que ele dá início ao livro, onde detalha a sua “doutrina”.

Mais tarde, quando os nazistas assumiram o poder, criaram um memorial em homenagem aos seus “heróis” mortos no levante. A partir de então, todas as pessoas, ao atravessarem a praça, deveriam fazer a saudação nazista. Mas esta história também tem mocinhos: algumas pessoas, em um belo exemplo de desobediência civil, contornavam a praça por trás (pela Viscardigasse), a fim de evitar ter de “saudar” o tal memorial. Para honrar a coragem destes silenciosos opositores, na Viscardigasse existe uma linha de paralelepípedos dourados. O link para a estória em alemão está aqui. Aproveitamos a dica do O Viajante Independente Europa.

Paralelepípedos dourados da Viscardigasse.

A próxima parada seria o Residenz, a antiga residência dos Wittelsbach, os reis da Baviera. O palácio foi convertido em museu em 1920. Prepare-se para uma sucessão de suntuosas salas e inúmeros tesouros. Por falar nisso, há, até, uma Schatzkammer (Câmara do Tesouro).

Residenz

Depois do almoço, subimos os 306 degraus da torre da Peterskirche. Munique, vista lá de cima, é incrível!

Peterskirche

Mais igrejas estavam no programa deste dia: a Frauenkirche e a Michaelskirche. Nesta última, há a cripta onde está o túmulo do rei Ludwig II da Baviera. Mais detalhes sobre o moço no post sobre Neuschwanstein.

Frauenkirche, com suas torres com cúpula em forma de cebola,
talvez o maior símbolo da cidade.

 

Michaelskirche

Adivinha? Jantamos Wurst e voltamos para hotel.

No dia seguinte, partiríamos para Veneza.

Mais detalhes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Munique
http://www.muenchen.de/

Como chegamos
De trem (DB).

Onde ficamos
Quatro noites no Hotel Royal. Bem localizado, próximo à estação central, mas não espere luxo.

O que compramos
Um clássico souvenir de Munique é uma caneca de chope, que você vai encontrar em muitas formas e tamanhos.

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